13dez/12

Pequenos sinais

Por em 13.12.2012 às 10:29 Comentar

Ontem quando entramos na rodovia ele engatou a quinta marcha, aumentou o som do rádio, passou a mão direita por trás de mim me puxando para junto de si de modo que minha cabeça ficasse encostada em seu ombro e ficou fazendo carinho no meu cabelo.

Queria que o mundo parasse naquele momento, onde só existia eu, ele, a música bizarra no rádio e a mão dele me fazendo carinho. Não preciso de nada além disso para ser a pessoa mais feliz da face da terra. Fechei os olhos e fiquei lembrando de cada palavra bonita e tranquilizadora que ele havia me dito durante a noite.

Até que ele beijou a minha testa e me fez voltar para o mundo real.

- Eu amo andar de carro com você  – eu disse.

- Por que? – perguntou intrigado.

Eu queria ter respondido que na verdade eu amo qualquer coisa que envolva eu e ele juntos sem nada ou ninguém para atrapalhar, mas fiquei sem jeito e fiz uma coisa que odeio que façam comigo: respondi a uma pergunta com outra pergunta.

-  E precisa de motivo para amar?

- Geralmente sim.

Sorri para ele, dei um beijo em seu rosto e voltei a ficar com a cabeça encostada no ombro direito. Odiei quando a rodovia acabou e ele precisou me soltar para trocar as marchas e conduzir o carro.

Quando parou na porta da minha casa o beijei como se fosse a última vez – afinal, não sei quando realmente será a ultima vez – e ele me disse mais uma frase que encheu o meu coração de esperança.

Obrigada papai noel por me dar o sinal que eu tanto pedi e tão rápido. Não vou desistir.

 

 

11dez/12

Jogai por nós Corinthians

Por em 11.12.2012 às 16:34 1 Comentário

Nasci Corinthiana…graças a Deus. Não me vejo torcendo para outro time, outros torcedores que me perdoem, mas nenhum outro time tem a raça, a paixão, a fidelidade, a união que o Corinthians tem.

Corinthiano quando toma gol canta mais alto. Corinthiano quando perde beija a camisa. Corinthiano quando vence chega a loucura.

Temos mais cicatrizes do que troféus…Lutamos, choramos, caímos e levantamos.

Calamos a boca de uma nação inteira ganhando a Libertadores e para melhorar: INVICTOS

Este ano viajei para NY, Paris, Miami e Orlando e em todos os lugares que passei com a minha camiseta ouvi um “VAI CORINTHIANS” e muitas vezes não vinha de um brasileiro.

Eu tenho orgulho de dizer que sou mais uma louca para o bando.

Corinthians, amanhã entre em campo com toda a garra que nós conhecemos, entre para vencer, para jogar bonito, para acalmar o coração de 35 milhões de loucos , não pára timão!!

Meu coração está no Japão.

 

09dez/12

Mas só chove….

Por em 09.12.2012 às 16:52 1 Comentário

Retirada de Google Images

Domingo fiz uma micro viagem com a minha mãe. Coloquei meus óculos escuros, sincronizei o iPod com o rádio do carro e começou a tocar o cd do Capital Inicial gravado no Rock in Rio 2011 ( alguém tinha dúvidas de que meu iPod estaria recheado de Capital?).
Algumas musicas tocaram até que chegou Primeiros Erros. Comecei a cantar e sentir a música.

Se um dia eu pudesse ver,
meu passado inteiro
E fizesse parar de chover
Nos primeiros erros ooh
Meu corpo viraria sol
Minha mente viraria
Mas só chove e chove…

Eu estava completamente absorvida pela letra, parecia que só exitia eu, a música e a estrada e nós 3 éramos um só. (Até hoje não sei como não bati o carro com esses meus devaneios musicais na estrada)

“Está aí, o resumo da minha vida” pensei

- Que música triste – Disse minha mãe me despertando do transe

- Oi?

- A música, é bem triste né?

- É… é bem triste mesmo.

Ficamos em silêncio por mais alguns segundos, ouvindo a música até que eu disse:

- No fundo, todo mundo gostaria de voltar no tempo e fazer parar de chover em algum momento da vida.

Não sei se ela utilizou os super poderes de mãe e enxergou a tempestade que vem me acompanhando ou se simplesmente estava filosofando sobre a música, mas a verdade é que ela disse exatamente as palavras que eu precisava ouvir.

- Sempre é tempo de fazer parar de chover.

Não falamos mais nada até o fim do percurso e não prestei atenção em mais nenhuma música. Só conseguia pensar nas 8 palavras libertadoras…. SEMPRE É TEMPO DE FAZER PARAR DE CHOVER.

Cheguei em casa, peguei o celular e telefonei. Vou fazer parar de chover.

07dez/12

Querido Papai Noel…

Por em 07.12.2012 às 13:29 Comentar

Me inspirei nesse post da @tayra e resolvi escrever uma carta para o bom velhinho também.

“…2012 foi um ano de renovação para mim. Comecei o ano sofrendo muito, perdi entes queridos, tive um noivado rompido e me perdi um pouco do caminho. Mas quando finalmente me reencontrei fui a pessoa mais feliz do mundo.

Neste ano realizei grandes sonhos, conheci pessoas incríveis, fui para lugares que nunca imaginava que iria tão cedo, vi meu time ser campeão invicto da Libertadores e me apaixonei… pois é… achava que depois do fim do noivado demoraria para me apaixonar novamente, mas foi assim…pá pum… super rápido. Só que eu sei que ele não é a pessoa certa para mim, até seria se ele QUISESSE ser… o que não é o caso.

E aqui vai meu pedido Papai Noel: Já que eu não posso obrigá-lo a querer ficar comigo (maldita lei do livre arbítrio) e não aguento mais sofrer esperando por alguém que não quer ser esperado,  nesse Natal eu queria FORÇA. Isso mesmo…força para desistir.

Dizem que quem desiste é covarde, mas no meu caso não é não. Porque eu não tenho coragem para desistir. Já lutei, já falei meus sentimentos, já esperei, já cheguei junto, já me afastei, já disse que esperaria, já chorei.,enfim,fiz tudo o que estava ao meu alcance e ainda assim não tenho coragem para desistir.

Desistir implica em ser forte, ser madura o suficiente pra aceitar que nem sempre podemos ter aquilo que queremos por mais que a gente lute por isso. Aceitar que chega uma hora que a gente simplesmente tem que sair de cena e se conformar.

Sabe Papai Noel, sei que seu amigo Deus está sendo muito generoso comigo. Eu percebi que Ele está colocando outra pessoa tão bacana quanto “ele” na minha vida para me recompensar, só que eu ainda não consigo me apaixonar por essa outra pessoa por mais que eu tente, é “ele” o que eu quero.

Então é só isso que eu quero: força para aceitar o futuro, seja ele qual for. Não quero esquecê-lo e nem tirar o amor que sinto por ele do meu coração, porque é o amor mais puro que eu já senti e tudo o que vivemos juntos foi maravilhoso demais para esquecer. Mas quero lembrar apenas com carinho e saudade, sem dor, porque hoje dói demais.

Obrigada Papai Noel,

Beijos

Juliana

P.S. Mais uma coisa Papai Noel, se por acaso você estiver munido de informações privilegiadas e souber que nós dois podemos ter um futuro lindo pela frente, não me deixe desistir tá? Me dá um sinal, talvez?

 

 

 

26nov/12

7 coisas que vocês não sabem sobre mim

Por em 26.11.2012 às 15:08 2 Comentários

Provavelmente tem MUITAS coisas que vocês não sabem sobre mim, então resolvi contar algumas coisas aleatórias. Adoro ler esse tipo de post no blog “das coleguinha” e achei que seria divertido fazer um no estilo por aqui. Vamos lá

- Meu primeiro palavrão foi por volta dos 4 anos. Eu disse em alto e bom som na sala de casa: “Eu quero que o Palmeiras se foda!”. Meu pai na hora, segurando um riso, disse: “O que você disse aí Juliana?”. E eu, na inocência genuína de uma criança, repeti : “Isso mesmo, quero que se se foda!”. Meu pai não conseguiu me dar uma bronca pelo primeiro palavrão proferido, e caiu na risada. Claro que pediu para eu não falar mais isso. Aliás, acho que Deus atendeu ao meu pedido, porque o Palmeiras só vem se fudendo né? hahahaha

- Quando eu era pequena sonhava em ser empregada doméstica. Sim… é verdade. Deixo bem claro que eu não tenho nada contra as empregadas domésticas, é um trabalho digno como todos os outros. Alias, nao sei o que seria da minha da sem a moça que trabalha na minha casa. Mas já viu aguém sonhar em ser empregada doméstica? Pois é… eu sonhava.

- Eu era a louca dos gatos quando criança, bem no estilo “Felícia way of life” mesmo. Só que não tinha jeito nenhum com os animais e os pegava pelo pescoço, pela perna, por onde fosse mais fácil pegar! hahahaha É claro que com isso tudo eles fugiam de mim, era só eu chegar que cada um corria para se esconder. Um dia peguei minha gata no colo e ela me arranhou perto do olho e eu quase fiquei cega. Meus pais deciram que era melhor – para o gatos – procurar um novo lar para eles e foi o que fizeram. E desde então eu tenho medo de gatos.

- Meu irmão já me deu um chute na cara. É isso mesmo… é uma historia muito triste sobre quebra de confiança ( coloca “Love by Grace” de fundo aí para acompanhar o drama..rs). Eu devia ter uns 14 anos e meu irmão do meio uns 17. Ele cismou que queria lutar Karatê e vinha treinando com muita determinação e então chegou o dia da “troca de faixa”. Acho que ele ia sair da faixa branca para a amarela, não sei, era algo assim. E resolveu que tinha que treinar o Kata (a dancinha que eles fazem) em mim. E jurou: “Não vou encostar em você, juro.” E eu, como todo irmão caçula tapado, acreditei nele. Fiquei parada e ele simulava que iria me dar um soco ou um chute e quando o movimento chegava bem perto de mim, ele parava. em no último segundo mesmo. Eu estava me divertindo com aquilo. Só que depois de muitos socos e chutes fakes ele meio que se empolgou e acertou um belo de um chute na minha cara e eu desmaiei. Ponto final.

- Um dia a diretora do meu colégio morreu. Eu gostava dela e fiquei bem triste. No velório, estava todo mundo chorando, todos os meus colegas de classe, familiares e outros amigos dela. Eu estava com a minha mãe e resolvi ir falar com uma amiga e depois d um tempo voltei para o lado da minha mãe. Encostei a cabeça nas costas dela e abracei de modo que fiquei atrás dela. Fiquei nessa posição por uns 5 (ou mais) minutos. Até que vejo minha mãe passando do outro lado da sala…..OH WAIT!!!! Entao quem era a mulher com quem eu estava abraçada? Pois é, até hoje não sei! HAHAHAHAHAHAHAH muita vergonha.

- Por volta dos 12 anos eu quebrei o pé direito pela terceira vez. Fiquei meses de gesso, aquela coisa super desconfortável, quente e que coça. E aí finalmente chegou o dia de tirar o gesso e eu seria um pessoa livre de novo. Acordei cedo naquele sábado e enchi o saco do meu pai para ele me levar ao Hospital logo para me libertar. Lembro da sensação maravilhosa do gesso saindo, do ar fresco batendo na minha perna…. Cheguei em casa muito muito muito muito feliz. Passou uma hora (ju-ro) meu irmão, o mesmo do chute na cara, me passou uma rasteira e foi assim que eu quebrei o pé pela quarta vez. Fiquei UMA HORA sem gesso…. UMA MISERA HORA! E foram mais meses com aquele gesso no pé…

- Aproveitando a onda de “quebração de ossos”, uma vez eu estava deitada no sofá toda esparramada e meu outro irmão tropeçou em uma mochila e caiu em cima do me braço. Claro que quebrou né? Porque eu sou MUITO sortuda. Vocês também acham que meus irmaos faziam de propósito?